terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Estão a ver quando perdem uma pastilha elástica na mala e pensam que não é muito grave? Que quando esvaziarem a mala vão pescá-la e pronto?
Então imaginem que não viram pastilha nenhuma a cair para dentro da mala. Ou que viram e se esqueceram. E imaginem que se perderam umas três pastilhas. Daquelas com recheio líquido. E que usam a mala. Pois... fica uma bodega daquelas, com cheiro a menta.

Rever

Ontem deu-me para comprar sushi e ir a casa da minha prima, ver como corre a vida pós-casório (apesar do marido andar embarcado), e o pequeno R., o meu futuro afilhado, que vejo tão pouco, e de cada vez que me vê, vira-me a cara, guincha de medo(?), esconde-se atrás da mãe e foge de mim.
Mas ao final de cinco, vá, dez minutos, de eu lhe mostrar que até sou boa pessoa, já somos os melhores amigos. E aí é vê-lo a pentear-me, a mostrar-me os livros, os brinquedos todos, o carrinho telecomandado que lhe dei no Natal, não me deixar tomar café para me arrastar pela casa e brincar com ele, chama-me "minha" e eu não sei se ele quer dizer madrinha ou menina, "pina", que é prima ele só usa com a minha irmã não sei porquê. Mas tentou dizer o meu nome e fiquei muito mais feliz, "Manana" é porreiro! E ainda levei um beijinho ranhoso e muitos sorrisinhos. Fotografei-o no telemóvel e feliz dizia que "é o bebé"! Bebé esse que já se aproxima dos 2 anos. Um doce! Um final decente para uma segunda-feira, e , esperemos, o início de uma bela amizade!

Balanço (parte II)

Este ano foi para mim. Tenho aprendido e incorporado hábitos mais saudáveis na minha rotina, uso cremes bons e cuido do cabelo e da pele. Uso menos cremes anti-celulite mas a drenagem linfática fez maravilhas nesse aspecto. Comecei uma dieta para finalmente recuperar o meu peso normal (ainda não cheguei lá, mas é um work in progress), arrumei uma e outra vez o meu roupeiro e tento fazer compras mais conscienciosas. Procuro o meu estilo e tento afirmá-lo aos poucos.
Aprendi a ser mais descontraída em relação a montes de coisas, e está a compensar a tantos níveis, porque me permitiu dar largos passos na concretização de sonhos e na vontade de fazer mais por mim no ano que vem.
Hoje sou mais feliz e gosto muito mais de mim mesma.
Sem dúvida, 2009 foi um ano muito meu em muitos aspectos.










Sei que isto pode parecer a coisa mais parva que já disse aqui até hoje (e quiçá, até sempre), mas depois de 2 meses com um corte de todo o tamanho no dedo da asneira da mão esquerda, sabe mesmo bem voltar a pintar as unhas das mãos. Sinto-me mais gaja outra vez!

Aqui me confesso...

Ontem estava um bocado a atirar para o mal-disposta. Desculpem lá qualquer coisinha meus caros amigos, mas não me consegui conter. Eu até culpava as hormonas mas esta não é a época delas andarem desgovernadas portanto, mea culpa. Hoje já estou alegre e saltitante (ou algo parecido). Mil perdões pelo azedume.

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Eu estou-me bem lixando que 97,8% das pessoas em meu redor (blogoesfera incluída) gostem de dizer que a passagem de ano não lhes diz nada, que não vêm nada de especial num dia em que são "obrigadas" a festejar como se tudo fosse mudar e nada muda afinal. Sim, é bem capaz dessa gente toda ter razão. Se pensar bem, a mim também não diz grande coisa, e sei perfeitamente que o novo ano não vai trazer nada de novo a não ser mais cabelos brancos e rugas.
Mas gosto de recomeços, estejam eles onde estiverem. E se são forçados tanto melhor, é trabalho que nos poupam. Pessoalmente coloco boas expectativas no início de 2010 e sim, já me estou a despedir de 2009. Os últimos dias do ano servem apenas para descansar e começar a limpar a sujidade que o ano deixa em nós. Apesar de 2009 ter sido um ano bastante profícuo em bons eventos.
Farta de crises existenciais e de pontapés no rabo estou eu. Por isso quero festejar sem motivo nenhum, por isso quero apanhar uma bebedeira na passagem do ano, por isso quero esquecer-me de quem sou por umas horas, e durante os primeiros dias de Janeiro, acreditar mesmo que a vida pode mudar. Porque acredito sempre que a vida muda, umas vezes com mais, outras com menos intensidade. E Janeiro nem sequer é um mês de que goste por isso a alegria vai durar pouco. E por isso vou de coração aberto para a passagem de ano, desta vez sem trabalhos extra, nem doces para cozinhar, nem compras por fazer, apenas eu, o meu namorado, os nossos amigos e muita festa.
E vai ser bom sim. E tenho expectativas sim. Ponto!
Uma coisa boa que o novo ano vai trazer é precisamente a fantástica hipótese de finalmente sair de casa. Pois, vou com o gajo, e até posso estar a enfiar-me noutro buraco, mas preciso definitivamente de sair da casa paternal antes que perca a sanidade mental. Ainda vão sentir muito a minha faltinha, mas eu já desisti de dar pistas. Agora quando eu for, pumbas, vai custar mais, mas finalmente vão aprender que gerir uma casa não é fácil, e que temos MESMO de estar atentos aos mil e um pormenores e sim, uma pessoa consegue gerir tudo na mesma.
E sim, estou azedinha, mas acabei de perceber que sou muito parva e que mais valia ser mais egoísta de vez em quando porque não ganho nada em poupar os outros se só como por tabela na mesma.

(e não, não acho que os outros tenham de ser iguais a mim, eu é que tenho de aprender que até o altruísmo tem limites. Parva que só eu!)

Balanço (parte I)

1) Este ano foi essencialmente o ano do crescimento. Aprendi muito acerca do trabalho, das relações, do amor. E sobre mim, também. Descobri o meu lado mais positivo que deixa a porta aberta para um 2010 ainda melhor.

2) Este também foi o ano do baby boom em todo o lado. Ele é 80% da população da minha turma da faculdade, algumas amigas muito próximas, ele é pseudo-colunáveis nas revistas... uma alegria, mesmo!

3) Até ver (em 3 dias pode acontecer muita coisa), este ano não perdi ninguém próximo, a minha família continua por perto, saudável e animada, como se quer.

4) Foi o ano com mais casamentos assistidos da minha parte (três!). Em todos havia um ambiente positivo e pacífico, o que me levou às lágrimitas ali pelo meio...

Ele há com cada coisa na net...

Este joguinho é lindo, simplesmente. Adorava saber fazer isto. Viciem-se só um bocadinho, vá!
Não há memória de uma comilança destas proporções no Natal. Este ano bati todos os meus anteriores records. Resta-me mentalizar-me que vou saltitar a passagem de ano toda para começar a gastar essas novas calorias acumuladas, ah pois é!

Bah, segunda!

Ui hoje ninguém me atura. Estivesse mais frio, e de cada vez que eu bufava sairiam graciosas nuvens de vapor das minhas narinas, como os touros de desenhos animados. Passou o Natal, e foi uma coisa a atirar para o stressante. Primeiro, porque o meu pai não queria de maneira nenhuma que abdicássemos de quality time com a família por causa dele, e então lá nos arranjámos para dividir o tempo entre todos, o mal pelas aldeias, mas, se pensarmos bem, eu e a minha irmã é que andámos a correr as capelinhas todas feitas doidas e ninguém se mexeu mas queria tudo estar connosco. Depois há a família, essa grande instituição. Se por um lado adoro-os do fundo do meu coração, por outro não os posso ver à frente. Discussões, amuos, choradeiras e discussões parvinhas compuseram a época festiva, oh joy! Já não posso mais com estes conflitos ridículos porque ninguém pára para pensar um bocadinho, ninguém faz um esforço de não magoar o outro, pelo menos nesta altura do ano.
Ainda assim houve abracinhos e carinho a serem distribuídos por todos, pois não posso ser injusta, e há sempre aqueles que se esforçam para tornar o natal uma experiência melhor.
Abrimos os presentes no conforto do lar, eu , a minha irmã e o meu pai, e foi um momento tão calmo e beatífico que compensou as confusões típicas desta época. Por muito que eu queira, o meu Natal nunca é uma época de paz e sossego.

De resto, passei um fim-de-semana relativamente animado, mas dormi mal o tempo todo, o que é incompreensível atentando à quantidade de tempo que passei na cama, cheia de dores de cabeça porque a sinusite resolveu dar um ar de sua graça, depois de um Verão/Outono sem lhe pôr a vista em cima.
E hoje e amanhã trabalho. Mas sem vontade nenhuma, claro, como já vai sendo hábito. Muito menos depois de ter acordado umas 15 vezes a meio da noite, por ter tido sonhos incompreensíveis o tempo todo, por estar a pensar levantar-me lá pelas 4h da manhã... Estou um bocadinho de trombas, mas espero que isto dissipe lá para o fim do dia.

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Trip down the memory lane

Lembram-se deste post? Lá conseguimos levar as combinações a bom porto, e, apesar de estarmos pela metade, fizémos um jantar natalício de reencontro e soube lindamente rever o pessoal, restabelecer conversas e intimidades, e, em muitos aspectos, foi como se não se tivesse passado tempo nenhum, realmente. Quem nos visse não diria que muitos de nós não se viam há coisa de 10 anos. Aliás, em muitos aspectos senti-me como se ainda tivesse 16 anos e ainda ontem tínhamos saído do colégio, passado pelo porteiro mal-encarado (não me lembro do nome) para almoçar aos cafés do costume! Foi L-I-N-D-O!!
Não me lembrava de imensas coisas, mas aos poucos lá íamos desfiando as lembranças no meio de gargalhadas, até sermos expulsos do restaurante, porque queriam fechar.
Mereceu mil vezes a pena, e vai continuar a merecer, uma vez que já temos uma data para novo reencontro, na Primavera. E para a próxima planeio trazer álbuns antigos da viagem a Itália e ao Porto, que foram momentos altos no nosso convívio adolescente e das primeiras bebedeiras conjuntas. Foi uma prenda de Natal antecipada.

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Latest

Pai impossibilitado de sair de casa até domingo. Parece-me que foi bem observado e devidamente dopado. O que não lhe tira um risco de apanhar uma pneumonia (cruzes canhoto). Hoje tenho um jantar e não posso fazer-lhe uma canja ou afins. Amanhã os supermercados estão à pinha e eu não sei sequer se vou ter direito à tarde livre, então continua complicadito para o alimentar. Talvez aí consiga ajuda da minha avó e do meu tio (lembra-te que não podes fazer tudo sozinha). E como vou fazer do meu Natal alguém me explica? Passamos os três sozinhos sem árvore de Natal sequer? Vou eu e a minha irmã ao encontro do resto da família e deixamos o cota sozinho (ui, que isto custa...)?
De uma maneira ou outra, já tenho o Natal avariado.

Aniversariar aqui na agência...

Implica sempre, sem excepção, fazer um postalinho personalizado, recorrendo aos talentos infindáveis dos designers de serviço. E ultimamente, assim como se fosse o extinto brinde do bolo-rei, calha sempre à mesma desgraçada, moi même. E tem de ter uma fotografia do/da aniversariante.
E, a colega do postal de hoje é super traumatizada com as suas fotos, apesar de ser gira nas horas. Então tenho de escolher com carinho, o que é uma tarefa difícil porque em quase todas as fotos em que a rapariga aparece ou faz caretas (porque não quer que a fotografem), ou esconde a cara. E é incompreensível para mim porque ela é mesmo gira, e até ficaria melhor nas fotos se deixasse que a fotografassem como deve ser.
Mas a minha queixa é mesmo por já ir no sexto postal deste ano quando somos doze cá no estabelecimento. O que implica que eu sozinha já fiz metade dos postais de aniversário. O que chateia um bocadinho. E o que me faz pensar em duas coisas: "Estarei assim tão desocupada?" e "E se largasse tudo para montar um negócio de postais de aniversário personalizados?Pelos vistos tenho talento para a coisa, até me podia safar!"
Inevitavelmente o pensamento final é que isto é uma seca. E não há meio de escapar. Só queixar-me um bocadinho...

Olha que bela prendinha!

E como os senhores que mandam na página do facebook dos fãs do True Blood são uns fofinhos para as mulheres, criaram um álbum só com imagens dos vampiros Bill e Eric. Dá para matar saudades das temporadas anteriores e babar um bocadinho. É caso para dizer: "Gosto disso"*! Ahah!

*Esta é uma private muito atrofiadinha de uma amiga minha. Ela nem lê o blog, mas não resisti a colocar por aqui. Um dia que não hoje explico, boa? Ou então observem bem o vosso facebook!

Mau...

Começo a sentir aquela coisinha na garganta que se assemelha ao inchar de um balão. Amanhã é certo e sabido que vou estar com a amigdalazinha a atirar para o inchado. Comer coisas frias ao almoço também não foi propriamente a ideia mais brilhante que alguma vez tive, convenhamos. No entanto nada me impede de mais logo rever o pessoal do secundário e aquecer a garganta com uma pinguinha de vinho (pouco, porque depois tenho de conduzir).
Entretanto o meu pai ainda não voltou do médico,e não sei ainda qual é o padecimento dele, o que me preocupa no sentido Gripe A da coisa. Por muito que quisesse ter uma semana de baixa, na altura do Natal não tem lá grande piada, não...

À laia de desabafo...

Fico sempre de rastos nesta altura do ano. É impossível evitar. São as compras de Natal que se acumulam e atrasam, o ficar a faltar qualquer coisa mais, o receber de mil telefonemas vindos de todas as direcções a perguntar o que eu quero, o que quer a minha irmã, o que quer o meu pai, o que quer o P., se devo dar a esta pessoa e o quê, pensar em soluções para os bolsos de cada um... Um sem fim de actividade mental que não consigo contabilizar. Eu faço a maioria das compras, eu corro às lojas à última da hora, eu acrescento mais qualquer coisa se sinto que ainda não é suficiente, enfim. Um sem número de preocupações, que depois acrescem quando, por exemplo, chego das compras na segunda-feira e o meu pai confessa que não sabe o que dar ao meu namorado. A dois dias do Natal, sendo ele reformado e estando a minha irmã de férias. E eu já não sei como fazer as pessoas entender que eu não dou para tudo. Não dá, eu não sei tudo (ao contrário do que se apregoa na brincadeira aqui no escritório), eu não chego a todo o lado.
Mas depois questiono-me se o facto de ter o meu actual agregado familiar dependente de mim não tem um bocado a ver com o facto de eu achar que posso aguentar tudo, de eu me antecipar, de eu conseguir arranjar sempre um buraquinho no meu tempo para safar os demais. Um suma, de me parecer com a minha mãe. Depois sinto-me exausta e cansada e preocupada, e esqueço-me que a minha atitude transpira "enconstem-se em mim que eu posso, eu aguento!".
E até é verdade. Eu aguento, eu posso, mas até quando? E este ano já tive de adiar as entregas de algumas prendas (Cate, mais uma vez, mil desculpas), já tive de me mentalizar que não vai dar, pura e simplesmente para safar mais. As minhas pessoas perdoam-me, não duvido, o mais difícil mesmo é eu aceitar que tenho limitações, que não consegui concretizar tudo a tempo e horas.
E agora, para acrescer às preocupações, o meu pai está doente, com febre, e eu já imagino que é gripe A, e que ainda teremos de passar o Natal de quarentena. E depois acho estranho não ter espírito de Natal... Livra!

Posso sempre contar com os jogadores de futebol...

Para me proporcionarem boas gargalhadas. Hoje, ao ver a notícia da contratação de um tal de João Pereira para o Sporting, na entrevista perguntavam algo sobre o Benfica (segundo me disseram entretanto, ele vem das escolas do Benfica don't know, don't care), ao que ele responde "O que interessa é que agora estou no Sporting, e vou lutar pelo Sporting até à morte". Pahahahahahahahaha! Não resisti, e desatei a rir-me sozinha. E pronto, foi isto.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Almocinho e mini-convívio

Foi um bocadinho de nada, mal deu para uma breve conversa, porque já estava no café quando eles chegaram, mas foi uma alegria rever os recém-papás, animados e felizes. Há surpresas lixadas na vida, mas vê-los a recuperar tão bem, e o T. a crescer saudavelmente, ainda que com a ajuda da incubadora, uma pessoa acredita realmente que tudo se supera. E são estas pequenas alegrias que constroem o espírito de Natal!

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Este blog deseja oficialmente as boas festas!

É certo que o espírito de Natal ainda não operou as suas maravilhas em mim, mas espero ainda que me contagie, e espero que todos os meus leitores também se deixem tocar pelas alegrias desta época. Beijinhos e abraços gente!