Ui hoje ninguém me atura. Estivesse mais frio, e de cada vez que eu bufava sairiam graciosas nuvens de vapor das minhas narinas, como os touros de desenhos animados. Passou o Natal, e foi uma coisa a atirar para o stressante. Primeiro, porque o meu pai não queria de maneira nenhuma que abdicássemos de quality time com a família por causa dele, e então lá nos arranjámos para dividir o tempo entre todos, o mal pelas aldeias, mas, se pensarmos bem, eu e a minha irmã é que andámos a correr as capelinhas todas feitas doidas e ninguém se mexeu mas queria tudo estar connosco. Depois há a família, essa grande instituição. Se por um lado adoro-os do fundo do meu coração, por outro não os posso ver à frente. Discussões, amuos, choradeiras e discussões parvinhas compuseram a época festiva, oh joy! Já não posso mais com estes conflitos ridículos porque ninguém pára para pensar um bocadinho, ninguém faz um esforço de não magoar o outro, pelo menos nesta altura do ano.
Ainda assim houve abracinhos e carinho a serem distribuídos por todos, pois não posso ser injusta, e há sempre aqueles que se esforçam para tornar o natal uma experiência melhor.
Abrimos os presentes no conforto do lar, eu , a minha irmã e o meu pai, e foi um momento tão calmo e beatífico que compensou as confusões típicas desta época. Por muito que eu queira, o meu Natal nunca é uma época de paz e sossego.
De resto, passei um fim-de-semana relativamente animado, mas dormi mal o tempo todo, o que é incompreensível atentando à quantidade de tempo que passei na cama, cheia de dores de cabeça porque a sinusite resolveu dar um ar de sua graça, depois de um Verão/Outono sem lhe pôr a vista em cima.
E hoje e amanhã trabalho. Mas sem vontade nenhuma, claro, como já vai sendo hábito. Muito menos depois de ter acordado umas 15 vezes a meio da noite, por ter tido sonhos incompreensíveis o tempo todo, por estar a pensar levantar-me lá pelas 4h da manhã... Estou um bocadinho de trombas, mas espero que isto dissipe lá para o fim do dia.